Todo negócio de alimentação precisa de licença sanitária para funcionar. No estado de São Paulo, as regras do licenciamento estão na Portaria CVS 1/2024, e quem emite a licença em Americana é a Vigilância Sanitária do município, a UVISA. Este é o caminho, etapa por etapa.

1. Descubra o nível de risco

A licença depende do código de atividade da empresa, o CNAE. A Portaria CVS 1/2024 classifica cada atividade em três níveis:

  • Risco I, baixo: dispensado de licença sanitária, mas sujeito à fiscalização;
  • Risco II, médio: precisa de licença, que é concedida sem vistoria prévia. A fiscalização pode acontecer a qualquer momento depois;
  • Risco III, alto: precisa de análise de documentos e de inspeção antes da licença.

Restaurantes, lanchonetes, padarias com produção própria, açougues, bufês e cozinhas de delivery aparecem como risco médio. Cozinhas industriais que fornecem refeições sob contrato aparecem como risco alto. Confirme o enquadramento exato do seu CNAE antes de dar entrada.

Atenção: atividade de risco alto exige vistoria e licença antes de funcionar, mesmo quando é exercida por MEI.

2. Reúna os documentos

Para restaurantes, lanchonetes, açougues e delivery, a lista estadual pede:

  • CNPJ;
  • Comprovante de pagamento da taxa de inspeção sanitária, ou de isenção;
  • Contrato social registrado na Jucesp ou em cartório;
  • Formulário de solicitação de atos de vigilância sanitária.

Padarias e confeitarias com produção própria apresentam também o formulário de atividades com produtos, o contrato e a licença de serviços terceirizados, quando houver. A prefeitura pode complementar essa lista.

3. Faça o pedido

Em Americana, os serviços de licença sanitária da UVISA, como segunda via, alteração de dados e assunção de responsável técnico, ficam na Central de Atendimento 1Doc da prefeitura. Em municípios conveniados com a Jucesp, o pedido inicial passa pelo Portal Integrador Estadual. Antes de protocolar, confirme com a UVISA qual canal vale para o seu caso.

4. Inspeção

No risco médio, a licença sai sem vistoria prévia. Isso não significa que a fiscalização não vem: ela pode chegar a qualquer momento, e o estabelecimento precisa estar de acordo com as normas desde o primeiro dia. No risco alto, a vigilância tem até 60 dias para se manifestar depois do pedido.

A inspeção segue a Portaria CVS 3/2026. Para se preparar, use o checklist da CVS 3/2026.

5. Validade e renovação

  • Pela regra estadual, a licença vale por 1 ano a partir do deferimento. O município pode fixar outra validade em regulamento próprio;
  • Estabelecimentos de alimentos renovam a licença todo ano. Sem pedido de renovação no prazo, a licença pode ser cancelada;
  • A licença precisa ficar afixada em local visível;
  • Mudanças de dados, de responsável técnico ou reformas precisam ser comunicadas à vigilância;
  • O encerramento da atividade deve ser comunicado em até 30 dias.

Outras licenças

A licença sanitária não substitui o alvará de funcionamento da prefeitura nem o AVCB ou CLCB do Corpo de Bombeiros. São processos separados, e um costuma ser pedido junto com o outro.

A Sani Care acompanha a abertura de negócios de alimentação em Americana e região, do enquadramento à documentação.

Perguntas frequentes

Restaurante precisa de vistoria antes da licença?

Pela Portaria CVS 1/2024, restaurante é atividade de risco médio: a licença sai sem vistoria prévia, mas o estabelecimento pode ser fiscalizado a qualquer momento.

Quanto tempo vale a licença sanitária?

Pela regra estadual, 1 ano, com renovação anual para estabelecimentos de alimentos. O município pode fixar outra validade.

MEI precisa de licença sanitária?

Depende do nível de risco da atividade. Em atividade de risco alto, o MEI precisa de vistoria e licença antes de funcionar.

Onde pedir a licença em Americana?

Na Vigilância Sanitária do município, a UVISA. Confirme se o pedido inicial vai pelo 1Doc da prefeitura ou pelo Portal Integrador Estadual.